segunda-feira, 28 de junho de 2010

Hoje tem Música!?!?



Iracema

(Adoniran Barbosa)

"iracema, eu nunca mais te vi

iracema meu grande amor foi embora

chorei, eu chorei de dor porque

iracema meu grande amor foi você

iracema, eu sempre dizia

cuidado ao atravessar essas ruas

eu falava, mas você não escutava não

iracema você atravessou na contra mão

e hoje ela vive la no céu

ela vive bem juntinho de nosso senhor.

de lembrança guardo somente suas meias e seu sapato

iracema, eu perdi o seu retrato.

iracema, faltava vinte dias para o nosso casamento, que nóis ia se casar

você atravessou a rua são joão, veio um carro, te pega, te pincha no chão

você foi para assistência

o chofer não teve culpa iracema

paciência

e hoje ela vive lá no céu

ela vive bem juntinho de nosso senhor

de lembrança guardo somente suas meias e seu sapato

iracema, eu perdi o seu retrato"

Esta é a música vem povoando minha cabeça, pois em uma festa junina em que eu estive encontrei uma barraca chamada Iracema. Eita samba dos bons! Nosso mestre Adoniran, não se faz músicas como antes.
Nossa música hoje parece um grande Tiro ao Álvaro, um Bêbado Equilibrista, uma Construção inacabada, um grande zepellin... uma verdadeira bagunça... Alô Alô Marciano aqui quem fala é da terra, será que é este o futuro do nosso país? Que País é Este?
Acordei ouvindo a Casa, de repente surge uma tal de festa no apê, então realizei uma Andança, procurei uma Casinha de Sapê e almocei Como Nossos Pais, tudo na presença de um fogão a Lenha, eis que um Banguela aparece e com um sorriso singelo me diz, é da casa do Ernesto, pois ele me convidou prum samba e ele mora no Brais!
Que loucura, tudo acontecia como uma Noite dos Mascarados, onde a regência e a concordância discordavam com a realidade, onde cada Valsinha, não mais representava nada em Sampa, pois o chapéu tampou o Balão Mágico e Se eu pudesse voltaria no tempo e em minha Saudosa Maloca, diria a Flor de Liz que eu Gostava Tanto de Você, sendo a realidade de hoje um grande Funeral de um Lavrador, onde Sozinho poucas vozes caminham, sendo um Bem que Se Quis eu ter meus pais como Sonhos, que transmitiram esperança e bom gosto. Se hoje Toquinho é um pedaço de madeira pra todas as crianças, pra mim ele é Aquarela, se hoje fidelidade é coisa dos antigos, pra mim Eu sei que Vou Te Amar é como sinos a sonar em uma noite escura, sendo que Quase que sem Querer, um Retrato pra Iaiá é harmonia pura.
O Tempo não Para, as pessoas sim, regridem e como uma Ideologia sem nexo esquecem a Malandragem e se comportam como um Teatro de Vampiros, que tem seu sangue absorvida por Novos Baianos que nem chegam aos pés dos velhos Secos e Molhados, mesmo tentando estilos Mutantes, não conseguem ver o Tempo Perdido e o que falar da Morena Tropicana, que passou de Garota de Ipanema a atoladinha... A que ponto chegamos onde uma simples Tarde em Itapuã, virou uma grande Tonga da Mironga do Kabulete.
Não queria eu nascer hoje aqui, pois prefiro ser Gita, ser um Maluco Beleza, um Fora da Lei, um excluso da sociedade “puritana”, talvez o melhor de todos os Encontros é a Despedida, talvez a música toque meu coração Mambembe de forma diferente do que os outros seres “humanos”, pois humanos é que não são, deixando de pensar na Perfeição para beber, cair e levantar.
Que Travessia descontrolada, me preocupo com o Coração de Estudante de hoje, pois penso que Tristeza não tem fim, felicidade sim!
Amigos que a Romaria da vida, nos faça mais Aquarela do Brasil, que as Fábricas de músicas ruins não nos deixe nas Lanternas dos Afogados, não destrua o Trem das Onze e que em um futuro próximo possamos ter novas canções para ouvirmos Nas Tardes de Domingo.

Até Breve amigos, “Eu ando pelo mundo Divertindo gente Chorando ao telefone E vendo doer a fome Nos meninos que têm fome...”

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